Nas confusões e exigências das correrias no mundo o meu caos se perde
Minha arte se torna loucura
Meus nós se tornam emaranhados
As letras perdem a função.
Entre ônibus, carros e caminhões, a estrada se perde e meus caminhos se tornam densos e mortíferos.
O amor cede ao sexual e o feminino se torna um acaso deixado as margens, apenas como resto.
Esse escrito nasceu pra morrer aqui, com esse fim.
Mas,
Diante do meu pior, algo insiste claudicando, não conforma.
Com forma de letra existe e persiste,
Não, isso diz, com forma.
Agora aparece em ondas sonoras, furando o espaço e desenhando curvas tão mais suaves do que as das estradas de Minas.
Para citar o texto: ACCIOLY, A. (2024) Desenhando curvas. Em: www.alineaccioly.com.br
