Meus poemas não são tristes
E também não são felizes.
Minha escrita é nada mais
Do que sequência de palavras cingidas
Em busca de um lugar no mundo.
O afeto que enxergam nos meus textos
Pertence aos que os lêem
E não das mãos de quem os escrevem.
Um poema sempre desagua no mar da insignificância.
Com sorte, no mar do ab-senso.
Seu lugar é apenas de passagem,
Ponto de ancoragem de um ser que só existe enquanto lido,
Tão logo desaparece com a chegada do fim do texto.
Para citar o texto: ACCIOLY, A. (2024) Ancoragem. Em: www.alineaccioly.com.br
